Dia Internacional da Preservação da Camada de Ozono - Ciclo de seminários e debate
16 setembro 2026 - 16:00 - BigBlueButton
O Dia Mundial da Preserva çã o da Camada de Ozono celebra se a 16 de setembro . Associando se às comemorações, a Associação Portuguesa de Meteorologia e Geofísica APMG) organiza, no dia 16 de setembro, às 16 h00 dois Seminários e um curto Debate dedicado a este tema.
Os seminários estão a cargo dos seguintes especialistas:
Professor Doutor Daniele Bortoli da Universidade de Évora que ir á apresentar as observações atmosféricas atuais, destacando instrumentos a bordo de satélites e missões especializadas (o lidar CALIOP do CALIPSO, o radar CPR do CloudSat e o IASI do MetOp). Estas ferramentas utilizam princípios passivos (radiómetros, espectrómetros) e ativos (lidar, radar) para medir a radiação, a retrodifusão e as emissões nos espectros UV, visível, infravermelho e de microondas. Permitem explorar produtos para imagens meteorológicas, precipitação, gases em traços (CO₂ , CH₄ , ozono, NO₂), aerossóis (profundidade ótica, perfis) e gases com efeito de estufa, destacando os impactos do forçamento radiativo. As aplicações no mundo real incluem o rastreio de tempestades, a monitorização da recuperação do ozono, o mapeamento do fumo de incêndios florestais e a modelação climática, com perspetivas futuras sobre missões como o MetOp SG e análises melhoradas por IA.
Meteorologista e Técnico Superior do IPMA , Diamantino Henriques que ir á apresentar uma reflexão sobre a ligação entre química da formação do ozono na atmosfera, meteorologia, dinâmica da atmosfera mudança climática . A história da camada de ozono demonstra que observar, compreender e agir podem produzir resultados à escala planetária. Mas demonstra também que uma vitória científica e ambiental não significa o fim da necessidade de observar. Num clima em mudança, continuar a monitorizar o ozono, a temperatura e a circulação da estratosfera é essencial para compreender a evolução da atmosfera e para detetar, atempadamente, alterações que possam comprometer a recuperação alcançada. As observações permitem identificar tendências, validar modelos climáticos e apoiar políticas públicas, sendo essenciais para compreender a evolução das alterações climáticas e orientar respostas internacionais eficazes.
Organização: Miguel Potes, Isilda Menezes, Mário Pereira e Rui Oliveira.
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